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Bitcoin: transações virtuais ao invés de reais?

Uma das críticas lançadas da parte de algumas pessoas sobre o Bitcoin (e as demais criptomoedas) tem que ver com a natureza digital desses ativos, também descrita como “virtual”. A polêmica gira em torno de uma determinada contraposição entre “virtual” e “real” (não a shitcoin do governo brasileiro).

Essa questão é interessante e merece breves considerações:

Benjamin Loveluck, em seu livro “Redes, liberdades e controle: uma genealogia política da internet”, p. 95 diz que

Com efeito, a dicotomia real/virtual foi gradualmente abandonada em favor de uma visão mais complexa das interações entre essas duas dimensões, cada vez mais embricadas uma na outra.

A grande verdade é que o chamado universo digital/virtual não somente é real, como tem adentrado à realidade das pessoas de formas cada vez kais intensas. Desde os entretenimentos até os registros e transações bancárias, tudo ou quase tudo na vida humana atual passa pelo virtual.

Algumas pessoas mantém uma ilusão quanto ao dinheiro em função da existência do papel moeda de uma forma geral, mas a verdade é que a imensa maioria das transações de dinheiro fiduciário já é “virtual” há muito tempo.

O Bitcoin é tão ou mais real do que o dólar, o euro ou o real. Sua diferença intrínseca é que ele é mais livre e descentralizado em termos de sua emissão e validação das suas transações, nada além disso.

As moedas digitais têm desafiado noções e conceitos há muito estabelecidos no universo das finanças, mas isso ocorre não meramente em função da discussão entre o que é “real” versus o que é “virtual”.

As discussões são mais amplas e mais profundas e lidam unicamente com a real possibilidade de criarmos um noso sistema financeiro global não centralizado em bancos e governos!

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