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A posse do Bitcoin e a apavorante liberdade!

Muita gente gosta de ter mentores, tutores e gurus em sua vida sentimental, profissional e religiosa a fim de encontrar direcionamento que contextualize suas crenças, posturas e decisões. Esse fenômeno não precisa ser necessariamente visto sob prisma negativo, mas é importante identificar que algumas pessoas que assim fazem estão na verdade buscando fugir das qualidades apavorantes da liberdade.

Ser autor e dono de suas próprias ideias, bem como de suas decisões parece muito difícil, especialmente por que quando alguma coisa der errado (e alguma coisa sempre dá errado) não teremos nossos mestres e guias para culpar por isso! Não é de se espantar que grande parcela da humanidade esteja presa a padrões de pensamento e comportamento ditados externamente à sua consciência e convicões pessoais mais íntimas.

Essa postura de delegar a autoridade de pensar e decidir atinge fortemente o mundo financeiro. Muita gente prefere sem mentoreado nessa área e não se importa em pagar altas taxas e preços por isso. Muita coisa no sistema financeiro atual se explica em função da disposição de muitas pessoas em transferirem suas responsabilidades e pagarem outros muito bem para assumi-las.

O Bitcoin em si é, em certa medida, uma reação a essa postura de vida, cujas implicações afetam não somente aos que assim desejam fazer, mas a todos. O sistema atual parte do pressuposto, por exemplo, de que as pessoas desejam terceirizar a custódia de seu dinheiro aos bancos, dentre várias outras coisas na mesma direção.

Andreas Antonopolous, em seu livro “Mastering Bitcoin: programming the open Blockchain”, p. 55 afirma que a posse do Bitcoin é estabelecida através de chaves digitais, endereços de bitcoin e assinaturas digitais”. Em resumo, quem é o dono da chave privada é o dono do Bitcoin e tem o poder de movimentá-lo da forma como desejar, dentro das dinâmicas possíveis na rede, que são bastante amplas.

Essa característica do bitcoin contextualiza as recorrentes informações sobre a importância de manter a chave privada segura por várias formas diferentes. Mas aqui entra o elemento do medo na mente de muitas pessoas, o medo da liberdade.

Não direi aqui que o medo da liberdade de custodiar seu próprio dinheiro é injustificado ou infantil. Não é. Especialmente numa sociedade acostumada com o serviço de custódia bancário (pelo qual se paga um preço caríssimo em geral).

Seja como for, é importante identificar esse medo e buscar alternativas de enfrentá-lo sem a necessidade de retroalimentar um sistema financeiro poluído de intermediários desnecessários cujo preço se torna um grave entrave à economia e à liberdade financeira.

A liberdade pode ser, de fato, apavorante, mas pior é a falta de liberdade.

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